quarta-feira, 1 de julho de 2009

PARTÍCULAS

O que são partículas?

Como vibram?

O que representam?

Por que existem?

Elas são responsãveis pelos padrões de percepção?

As partículas existem independentes de nós?

O que elas nos causam?

NÃO SE ENGANEM... "LÁ FORA", NADA MAIS HÁ DO QUE PARTÍCULAS; CONTUDO, SÃO EXATAMENTE ESSAS PARTÍCULAS QUE NÃO CONSEGUIMOS ENXERGAR DE VERDADE. TODA NOSSA PERCEPÇÃO DEPENDE DELAS, AINDA ASSIM NÃO AS VEMOS. CONTINUAMOS ACREDITANDO QUE AS IMAGENS COMPLEXAS DE NOSSA CONSCIÊNCIA, REUNIDAS COM BASE NOS DADOS ORIGINAS DAS PARTÍCULAS, EXISTEM DE FATO INDEPENDENTEMENTE DE NÓS. HAHAHAHA, COMO SOMOS "PASSADOS", SERES QUE SE AUTOENGANAM TÃO FACILMENTE. NÃO ENXERGAMOS NUNCA O QUE DE FATO ESTÁ POR TRÁS DA CHAMADA REALIDADE. NÓS A CRIAMOS BASEADOS NAS VIBRAÇÕES DAS PARTÍCULAS E NO NOSSO APARATO NEUROLÓGICO. E AINDA ASSIM USAMOS COMO MÉTODO DE INVESTIGAÇÃO DA NATUREZA, DOS FENÔMENOS, UM EMPIRISMO FALHO, TENDENCIOSO, A SERVIÇO UNICAMENTE DA OBJETIVIDADE E QUE SEQUER LEVA EM CONSIDERÇÃO TODO O COMPLEXO ACIMA MENCIONADO, PARA QUESTIONAR A VERACIDADE DE SUAS CONCLUSÕES.

Todo fenômeno observado depende sempre de quem o observa, como observa, em que momento observa. Bem mais completo, não???

ENTRE LOGO EM VIGOR, NOVO PARADIGMA!!!!

domingo, 21 de junho de 2009

" VIVER SEM TEMPOS MORTOS "


Fernanda,

muito obrigada pela maravilha que é sentir sua alma durante tão tocante e perfeita interpretação. Voltar ao existencialismo foi como reviver a época de gozos intelectuais que vivi quando estudei Filosofia. Sinto que este caminho me chama e algo em mim clama por continuar minha caminhada pela mãe do conhecimento.

Agradeço também por mais uma vez ser privilegiada em ser tocada por tão sublime performance, da melhor atriz brasileira, sem nenhuma dúvida. Primeiro com o texto do maravilhoso Samuel Beckett (que eu simplesmente amo), e agora com as correspondências de Simome de Beauvoir para Sartre. Mágico! Eu desejei durante poucos segundos poder tornar o tempo mais lento para sentir no mais profundo de mim aquele momento, aquelas palavras, aquela vida interpretada, e aquela estupenda atriz.

Simplesmente, foi TUDO!

terça-feira, 16 de junho de 2009

MOMENTO REVERÊNCIA

Eu aprendi certa vez sobre saber reconhecer e reverenciar algum momento de meu dia.
Este momento é sempre aquele a que damos menos importância, que nos passa desapercebido, mas que num átimo captura o mais delicado e pleno em nós.

Por isso a partir de hoje, neste blog, chamarei este momento, que todos os dias me toca, de MOMENTO REVERÊNCIA

Hoje, 16 de junho, meu MOMENTO REVERÊNCIA aconteceu pela manhã quando fui buscar minha mãe na feira sem que ela soubesse. Cheguei com passos rápidos - para não perdê-la de vista - e silenciosamente aguardava seu sinal de ter me perdoado pelas asneiras proferidas por mim no dia anterior. Não sei se o perdão de fato aconteceria, pois minha insolência foi capaz de me fazer dormir chateada (e penso que a ela também). Mas eis que mamãe me avista e abre aquele sorriso de extrema surpresa por ver sua filha fazer-lhe um carinho simples. Nada, confesso que nada durante todo o dia me foi mais gratificante e valoroso do que aqueles sorriso e abraço de amor puro e único.

Sou feliz!

domingo, 14 de junho de 2009

Você me traz conforto
Me traz consolo
Me traz afeto
Me traz vida!

Sinto passos possíveis contigo ao meu lado
Sinto o acordo de estarmos caminhando...
Sinto as profundezas de nossos interiores
Sinto a maravilha do processo de conhecer

Hoje sei: agora é o que importa
Hoje danço: uma dança pós qualquer
Hoje Sinto: medo pra quê?
Hoje queremos: você e eu

Esqueçamos passados
Vivamos presentes
Esqueçamos mágoas
Vivamos amores

terça-feira, 19 de maio de 2009

SER PURO


Ser puro.
Que mal há nisso?
Ainda existem pessoas puras?
Sim, existem. Todos têm a pureza interior guardada, reservada para algum minuto de escape do sistema, do condicionamento.
E por que será que essas mesmas pessoas insistem em não acreditar (racionalmente) que a pureza não existe mais, ou que ela é sinônimo de ingenuidade, e em sendo de fato assim, ainda acham que continua sendo impossível alguém atuar com pureza?

A pureza provem da criança existente em cada ser humano, a criança livre: não contaminada por filosofias, sistemas educacionais viciantes e obnubilantes, repressores, construtores de mentes e não de corações.
A pureza está aí, dentro de você, pulsante, mas creio que já miúda, com vergonha de ser discriminada pelo seu próprio dono.

Ainda acho que ser puro é possível nas cidades de concreto que se erguem; nas pessoas que estão condicionadas a olharem somente pra si mesmas, mas sem se verem, pois se ao menos o contrário acontecesse... nos idosos que libertam suas aprisionadas crianças feridas interiores; nas crianças que cá chegam para nos mostrar a Consciência como formato de novo mundo e de "velho" Ser; nas atitudes maternas sempre ternas; nas atitudes paternas cada vez mais maternas; e enfim naquele sempre acessível e disponível lugar: a natureza.

Claro que em meio a estudos filosóficos, teorias psicanalíticas, leis limitadoras, sociedades alienantes, academias bitolantes, ciências atéias, religiões obsessivantes e - não podemos nos esquecer - sistemas econômicos a serviço do Ter, jamais, repito,jamais, poderia a pureza ser proliferada como um odor suave e inebriante que preenchesse cada narina e cada pulmão com a mais tênue lembrança do que de fato em sua origem o ser humano É.

Podem me chamar de deslumbrada (e saibam que já fui "acusada" disso), de idealista, de lunática e sem fundamentos, do que for, que eu ainda ergo (como boa caçadora de seres em sua humanidade) minha flâmula de defensora e protetora da pureza humana.


Eu sim, sinto minha pureza e reconheço que não faço muito para mascará-la. Eu a quero, por mais que me rotulem, por mais que eu não encaixe no sistema, por mais que me digam para ser o oposto do que venho sendo. A pureza que dentro de mim está e sempre esteve, atua, age, se mostra, é corajosa e não me deixa não Ser.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Perdoe-me

Por ter-lhe causado confusão
Por ser arrogante quando desnecessário
Por querer ser verdadeira, e sem querer te ferir
Por estar indecisa, irritável e sensível.
Por ter sido impaciente, em alguns momentos até impertinente.
Por não ter certeza de meu querer
Por saber que embora seja o melhor para o agora, ainda sim minha decisão te machuca.
Por não saber fazer soar suave as palavras por mim proferidas

Enfim...

Perdão!

domingo, 26 de abril de 2009

Em São Paulo


São Paulo me encata com seus cantos e cantos (sons e lugares).

Passar despretenciosamente por um shopping, somente para um encontro fora dali, e de repente, eis que me pego em meio a um show de MPB com Fernanda Porto e Toni Garrido.

Ir atrás de uma antiga, singela casa, construída no século XVII, tão perdida em meio a outras casas da modernidade, com ares de lugar pacato, com ruas estreitas e descongestionadas. Sim... um lugar especial... uma casa, singela casa, Patrimônio histórico, tombada no século passado. E quem diria, eu... fui lá. Sabe quantos visitantes tinham??? eu e minha amiga. Hahahahaha. A recepção??? maravilhosa. Era como se fossemos as visitas que possivelmente o cordial povo morador de séculos atrás recebia com a alma aberta e o sorriso largo.

Isso é São Paulo... supreendente... de gente calorosa, pronta pra te ouvir, te guiar, te abraçar e te ensinar.

Lá de Minas eu pensava o contrário. A Mídia nos transmitia e ainda transmite que São Paulo é violenta, é gigantesca, com pessoas indiferentes e atormentadas pelos frequentes golpes, assaltos, trabalhos excessivos e exaustivos, pela demora do e no trânsito, e mais outras tantas...
Mas agora que aqui estou, vejo o outro lado não mostrado, não acalentado, pois não querem mais gente integrando milhões em espaços tão já apertados, tão caros, tão disputados. Não mostram a cordialidade nas ruas; a facilidade em conversar com um estranho e ser bem atendido;a licença que é sempre pedida e escutada ao se sentir alguém sentando ao nosso lado no ônibus coletivo; os amigos que sempre vêm nos buscar e trazer de carro em casa mesmo com as distâncias largas; a vontade de sempre saber como o outro está e se ele precisa de alguma ajuda; os teatros, shows, eventos de graça; os SESCs; o charme da diversidade da arquitetura, das pessoas; a multiplicidade de lugares, de culturas; o sincretismo ao menor lance de olhar; um passeio em uma zona e a leve sensação de terra estrangeira.

Isso e mais um pouco é São Paulo.

Aqui, em meio a 17 milhões de habitantes é possível encontrar a pessoa mais imporvável no lugar mais igualmente improvável. Um mundo grande, enorme, preenchido por mundos pequenos, submundos, mundos particulares. O micro fazendo a diferença no macro. Aqui não existe o "igual"; existe a autenticidade na multiplicidade.. e que você a tenha, pois senão será difícil ser visto e se adaptar a este lugar que exige, que pede, que não permite estar parado, sem ação. Aqui o tempo é lei, o dinheiro é a necessidade da hora... tê-lo beira obrigação. Claro que em qualquer lugar capitalista é assim, mas aqui essa "obrigação" é multiplicada.

Entre os vários pontos dicotômicos existentes em São Paulo, prefiro ficar com o calor do Humano que aqui ferve, em amplos sentidos, desde as evidências da sombra - lado mostrado e explorado pela Mídia - até a essência pura, simples, plena de luz e transparência das ações e condutas de muitos paulistanos e intitulados paulistanos - que obviamente não aparece no programa de televisão.

Penso que chorar num parque magnífico ao som de uma orquestra sinfônica tocando Carmina Burana deveria ser privilégio de todas as pessoas, mas não; poucos têm acesso a tal evento. Em São Paulo é possível vivermos isso e muito mais.

Não tenham medo de São Paulo... aqui é o lugar dos opostos, da humanidade em seus acordes desacordados, mas que sempre produzem sons típicos de quem busca em meio ao caos aquela tão desejada, esperada e perfeitamente possível paz!