Eu aprendi certa vez sobre saber reconhecer e reverenciar algum momento de meu dia.
Este momento é sempre aquele a que damos menos importância, que nos passa desapercebido, mas que num átimo captura o mais delicado e pleno em nós.
Por isso a partir de hoje, neste blog, chamarei este momento, que todos os dias me toca, de MOMENTO REVERÊNCIA
Hoje, 16 de junho, meu MOMENTO REVERÊNCIA aconteceu pela manhã quando fui buscar minha mãe na feira sem que ela soubesse. Cheguei com passos rápidos - para não perdê-la de vista - e silenciosamente aguardava seu sinal de ter me perdoado pelas asneiras proferidas por mim no dia anterior. Não sei se o perdão de fato aconteceria, pois minha insolência foi capaz de me fazer dormir chateada (e penso que a ela também). Mas eis que mamãe me avista e abre aquele sorriso de extrema surpresa por ver sua filha fazer-lhe um carinho simples. Nada, confesso que nada durante todo o dia me foi mais gratificante e valoroso do que aqueles sorriso e abraço de amor puro e único.
Sou feliz!
Espaço de ações reflexivas, autoconhecimento e demonstrações explícitas de um SER
terça-feira, 16 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Você me traz conforto
Me traz consolo
Me traz afeto
Me traz vida!
Sinto passos possíveis contigo ao meu lado
Sinto o acordo de estarmos caminhando...
Sinto as profundezas de nossos interiores
Sinto a maravilha do processo de conhecer
Hoje sei: agora é o que importa
Hoje danço: uma dança pós qualquer
Hoje Sinto: medo pra quê?
Hoje queremos: você e eu
Esqueçamos passados
Vivamos presentes
Esqueçamos mágoas
Vivamos amores
Me traz consolo
Me traz afeto
Me traz vida!
Sinto passos possíveis contigo ao meu lado
Sinto o acordo de estarmos caminhando...
Sinto as profundezas de nossos interiores
Sinto a maravilha do processo de conhecer
Hoje sei: agora é o que importa
Hoje danço: uma dança pós qualquer
Hoje Sinto: medo pra quê?
Hoje queremos: você e eu
Esqueçamos passados
Vivamos presentes
Esqueçamos mágoas
Vivamos amores
terça-feira, 19 de maio de 2009
SER PURO

Ser puro.
Que mal há nisso?
Ainda existem pessoas puras?
Sim, existem. Todos têm a pureza interior guardada, reservada para algum minuto de escape do sistema, do condicionamento.
E por que será que essas mesmas pessoas insistem em não acreditar (racionalmente) que a pureza não existe mais, ou que ela é sinônimo de ingenuidade, e em sendo de fato assim, ainda acham que continua sendo impossível alguém atuar com pureza?
A pureza provem da criança existente em cada ser humano, a criança livre: não contaminada por filosofias, sistemas educacionais viciantes e obnubilantes, repressores, construtores de mentes e não de corações.
A pureza está aí, dentro de você, pulsante, mas creio que já miúda, com vergonha de ser discriminada pelo seu próprio dono.
Ainda acho que ser puro é possível nas cidades de concreto que se erguem; nas pessoas que estão condicionadas a olharem somente pra si mesmas, mas sem se verem, pois se ao menos o contrário acontecesse... nos idosos que libertam suas aprisionadas crianças feridas interiores; nas crianças que cá chegam para nos mostrar a Consciência como formato de novo mundo e de "velho" Ser; nas atitudes maternas sempre ternas; nas atitudes paternas cada vez mais maternas; e enfim naquele sempre acessível e disponível lugar: a natureza.
Claro que em meio a estudos filosóficos, teorias psicanalíticas, leis limitadoras, sociedades alienantes, academias bitolantes, ciências atéias, religiões obsessivantes e - não podemos nos esquecer - sistemas econômicos a serviço do Ter, jamais, repito,jamais, poderia a pureza ser proliferada como um odor suave e inebriante que preenchesse cada narina e cada pulmão com a mais tênue lembrança do que de fato em sua origem o ser humano É.
Podem me chamar de deslumbrada (e saibam que já fui "acusada" disso), de idealista, de lunática e sem fundamentos, do que for, que eu ainda ergo (como boa caçadora de seres em sua humanidade) minha flâmula de defensora e protetora da pureza humana.
Eu sim, sinto minha pureza e reconheço que não faço muito para mascará-la. Eu a quero, por mais que me rotulem, por mais que eu não encaixe no sistema, por mais que me digam para ser o oposto do que venho sendo. A pureza que dentro de mim está e sempre esteve, atua, age, se mostra, é corajosa e não me deixa não Ser.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Perdoe-me
Por ter-lhe causado confusão
Por ser arrogante quando desnecessário
Por querer ser verdadeira, e sem querer te ferir
Por estar indecisa, irritável e sensível.
Por ter sido impaciente, em alguns momentos até impertinente.
Por não ter certeza de meu querer
Por saber que embora seja o melhor para o agora, ainda sim minha decisão te machuca.
Por não saber fazer soar suave as palavras por mim proferidas
Enfim...
Perdão!
Por ser arrogante quando desnecessário
Por querer ser verdadeira, e sem querer te ferir
Por estar indecisa, irritável e sensível.
Por ter sido impaciente, em alguns momentos até impertinente.
Por não ter certeza de meu querer
Por saber que embora seja o melhor para o agora, ainda sim minha decisão te machuca.
Por não saber fazer soar suave as palavras por mim proferidas
Enfim...
Perdão!
domingo, 26 de abril de 2009
Em São Paulo

São Paulo me encata com seus cantos e cantos (sons e lugares).
Passar despretenciosamente por um shopping, somente para um encontro fora dali, e de repente, eis que me pego em meio a um show de MPB com Fernanda Porto e Toni Garrido.
Ir atrás de uma antiga, singela casa, construída no século XVII, tão perdida em meio a outras casas da modernidade, com ares de lugar pacato, com ruas estreitas e descongestionadas. Sim... um lugar especial... uma casa, singela casa, Patrimônio histórico, tombada no século passado. E quem diria, eu... fui lá. Sabe quantos visitantes tinham??? eu e minha amiga. Hahahahaha. A recepção??? maravilhosa. Era como se fossemos as visitas que possivelmente o cordial povo morador de séculos atrás recebia com a alma aberta e o sorriso largo.
Isso é São Paulo... supreendente... de gente calorosa, pronta pra te ouvir, te guiar, te abraçar e te ensinar.
Lá de Minas eu pensava o contrário. A Mídia nos transmitia e ainda transmite que São Paulo é violenta, é gigantesca, com pessoas indiferentes e atormentadas pelos frequentes golpes, assaltos, trabalhos excessivos e exaustivos, pela demora do e no trânsito, e mais outras tantas...
Mas agora que aqui estou, vejo o outro lado não mostrado, não acalentado, pois não querem mais gente integrando milhões em espaços tão já apertados, tão caros, tão disputados. Não mostram a cordialidade nas ruas; a facilidade em conversar com um estranho e ser bem atendido;a licença que é sempre pedida e escutada ao se sentir alguém sentando ao nosso lado no ônibus coletivo; os amigos que sempre vêm nos buscar e trazer de carro em casa mesmo com as distâncias largas; a vontade de sempre saber como o outro está e se ele precisa de alguma ajuda; os teatros, shows, eventos de graça; os SESCs; o charme da diversidade da arquitetura, das pessoas; a multiplicidade de lugares, de culturas; o sincretismo ao menor lance de olhar; um passeio em uma zona e a leve sensação de terra estrangeira.
Isso e mais um pouco é São Paulo.
Aqui, em meio a 17 milhões de habitantes é possível encontrar a pessoa mais imporvável no lugar mais igualmente improvável. Um mundo grande, enorme, preenchido por mundos pequenos, submundos, mundos particulares. O micro fazendo a diferença no macro. Aqui não existe o "igual"; existe a autenticidade na multiplicidade.. e que você a tenha, pois senão será difícil ser visto e se adaptar a este lugar que exige, que pede, que não permite estar parado, sem ação. Aqui o tempo é lei, o dinheiro é a necessidade da hora... tê-lo beira obrigação. Claro que em qualquer lugar capitalista é assim, mas aqui essa "obrigação" é multiplicada.
Entre os vários pontos dicotômicos existentes em São Paulo, prefiro ficar com o calor do Humano que aqui ferve, em amplos sentidos, desde as evidências da sombra - lado mostrado e explorado pela Mídia - até a essência pura, simples, plena de luz e transparência das ações e condutas de muitos paulistanos e intitulados paulistanos - que obviamente não aparece no programa de televisão.
Penso que chorar num parque magnífico ao som de uma orquestra sinfônica tocando Carmina Burana deveria ser privilégio de todas as pessoas, mas não; poucos têm acesso a tal evento. Em São Paulo é possível vivermos isso e muito mais.
Não tenham medo de São Paulo... aqui é o lugar dos opostos, da humanidade em seus acordes desacordados, mas que sempre produzem sons típicos de quem busca em meio ao caos aquela tão desejada, esperada e perfeitamente possível paz!
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Apenas para constar
Momentos... sensações... lembranças.
Volta, por que será?
O que é isso que volta?
Será amor?
Por que justo agora quero racionalizar sobre ele???
Apenas posso me perguntar, e me deixar sem respostas, pois elas não precisam ser dadas.
A "possível" imagem de sua silhueta frente aos meus olhos já abre um palpitar outrora sentido.
Não é possível... mas é possível!
Por agora fico entre: amar você? ou amar o amor que senti por você?
Me confundo...quem será o objeto?
O fato é que não importa...
"Águas passadas não movem moinhos".
Volta, por que será?
O que é isso que volta?
Será amor?
Por que justo agora quero racionalizar sobre ele???
Apenas posso me perguntar, e me deixar sem respostas, pois elas não precisam ser dadas.
A "possível" imagem de sua silhueta frente aos meus olhos já abre um palpitar outrora sentido.
Não é possível... mas é possível!
Por agora fico entre: amar você? ou amar o amor que senti por você?
Me confundo...quem será o objeto?
O fato é que não importa...
"Águas passadas não movem moinhos".
sexta-feira, 13 de março de 2009
Violência mascarada
Violência
Por esses dias tem me vindo essa palavra, essa cena e as diferentes alterações de realidades que ela causa. Geralmente pensamos e nos pasmamos com as consequências da violência externa, aquela que nos atinge, que nos pega desprevenidos. Mas e aquela que nós mesmos praticamos? Ressalto a violência que nos auto infligimos: quando nos trancamos num quarto escuro, com pouca passagem da luz, envoltos em pensamentos repetitivos e auto-destrutivos; ou mesmo quando carregamos uma culpa silenciosa por atos cotidianos que praticamos cegamente e cujas consequências mais tarde nos mostram o desatino "aceitável" que nos aplicávamos e implicávamos em outrem. Dores profundas, cavernosas, cheias de veias pulsantes e prestes a estourar ao menor sinal de desconforto no encontro. É! É a tal violência que nos aplicamos. Como tenho visto pessoas fazerem isso consigo mesmas. Eu já sei o que faço comigo, mas não chego ao fundo de me trancar em claustros voluntários, vitimando-me e me confirmando nada conseguir fazer para mudar a situação. Ah, isso é o que eu chamo de autoflagelação pós-moderna. Nem mesmo uma depressão maior pode levar uma pessoa a tal escolha consciente. Só mesmo uma mente muito perturbada, um ego mal trabalhado e frágil (porém, não psicótico) ou uma compra autêntica de papel de vítima podem causar algo tão cênico.
Se quiserem se matar aos poucos, fumem bastante, bebam muito, usem drogas em doses homeopáticas e transem muito sem camisinha. Mas pelo menos assim vão viver enquanto estão morrendo. Agora do outro jeito, supracitado, ah não, é muito desprezo pela beleza da vida, mesmo em seu auge de dor de desamor... é matar a poesia do sofrimento.
Pessoas, batam logo em seus filhos, mas não lhes deem beijos logo depois, pois assim vocês vão, daí um tempo, se autoflagelarem no esquecimento de suas ações desatinadas e desmesuradas, praticadas com toques de disfarce de amor após a fúria da raiva. Ou então, se joguem logo de uma ponte e não gastem o vocabulário do atendente do CVV, coitado! Pelo menos ele pode ser feliz!
Agora, se querem ajuda de fato, aceitem-na e se proponham abrir os olhos e ver a realidade chamada impermanência, mudança. Nada fica como agora está, tudo muda! Saiam, portanto, das fracas cenas de autodesprezo e pseudo fraquezas, sejam autênticos. Peçam ajuda! Pois o bom doente é aquele que sabe que está morrendo e nem que seja num quase último momento, pede misericórdia.
Ah, e depois não venham com esse papinho de que não estão bem para estarem com outros. Ninguém é uma ilha, precisamos do outro constantemente. Se querem negar a presença do outro, que seja desse OUTRO VOCÊ, que lhes imprime ao rosto mascáras de papel de seda para aceitarmos não ajudá-los com receio de desmanchar o feitio.
Por esses dias tem me vindo essa palavra, essa cena e as diferentes alterações de realidades que ela causa. Geralmente pensamos e nos pasmamos com as consequências da violência externa, aquela que nos atinge, que nos pega desprevenidos. Mas e aquela que nós mesmos praticamos? Ressalto a violência que nos auto infligimos: quando nos trancamos num quarto escuro, com pouca passagem da luz, envoltos em pensamentos repetitivos e auto-destrutivos; ou mesmo quando carregamos uma culpa silenciosa por atos cotidianos que praticamos cegamente e cujas consequências mais tarde nos mostram o desatino "aceitável" que nos aplicávamos e implicávamos em outrem. Dores profundas, cavernosas, cheias de veias pulsantes e prestes a estourar ao menor sinal de desconforto no encontro. É! É a tal violência que nos aplicamos. Como tenho visto pessoas fazerem isso consigo mesmas. Eu já sei o que faço comigo, mas não chego ao fundo de me trancar em claustros voluntários, vitimando-me e me confirmando nada conseguir fazer para mudar a situação. Ah, isso é o que eu chamo de autoflagelação pós-moderna. Nem mesmo uma depressão maior pode levar uma pessoa a tal escolha consciente. Só mesmo uma mente muito perturbada, um ego mal trabalhado e frágil (porém, não psicótico) ou uma compra autêntica de papel de vítima podem causar algo tão cênico.
Se quiserem se matar aos poucos, fumem bastante, bebam muito, usem drogas em doses homeopáticas e transem muito sem camisinha. Mas pelo menos assim vão viver enquanto estão morrendo. Agora do outro jeito, supracitado, ah não, é muito desprezo pela beleza da vida, mesmo em seu auge de dor de desamor... é matar a poesia do sofrimento.
Pessoas, batam logo em seus filhos, mas não lhes deem beijos logo depois, pois assim vocês vão, daí um tempo, se autoflagelarem no esquecimento de suas ações desatinadas e desmesuradas, praticadas com toques de disfarce de amor após a fúria da raiva. Ou então, se joguem logo de uma ponte e não gastem o vocabulário do atendente do CVV, coitado! Pelo menos ele pode ser feliz!
Agora, se querem ajuda de fato, aceitem-na e se proponham abrir os olhos e ver a realidade chamada impermanência, mudança. Nada fica como agora está, tudo muda! Saiam, portanto, das fracas cenas de autodesprezo e pseudo fraquezas, sejam autênticos. Peçam ajuda! Pois o bom doente é aquele que sabe que está morrendo e nem que seja num quase último momento, pede misericórdia.
Ah, e depois não venham com esse papinho de que não estão bem para estarem com outros. Ninguém é uma ilha, precisamos do outro constantemente. Se querem negar a presença do outro, que seja desse OUTRO VOCÊ, que lhes imprime ao rosto mascáras de papel de seda para aceitarmos não ajudá-los com receio de desmanchar o feitio.
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