Momentos... sensações... lembranças.
Volta, por que será?
O que é isso que volta?
Será amor?
Por que justo agora quero racionalizar sobre ele???
Apenas posso me perguntar, e me deixar sem respostas, pois elas não precisam ser dadas.
A "possível" imagem de sua silhueta frente aos meus olhos já abre um palpitar outrora sentido.
Não é possível... mas é possível!
Por agora fico entre: amar você? ou amar o amor que senti por você?
Me confundo...quem será o objeto?
O fato é que não importa...
"Águas passadas não movem moinhos".
Espaço de ações reflexivas, autoconhecimento e demonstrações explícitas de um SER
sexta-feira, 10 de abril de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
Violência mascarada
Violência
Por esses dias tem me vindo essa palavra, essa cena e as diferentes alterações de realidades que ela causa. Geralmente pensamos e nos pasmamos com as consequências da violência externa, aquela que nos atinge, que nos pega desprevenidos. Mas e aquela que nós mesmos praticamos? Ressalto a violência que nos auto infligimos: quando nos trancamos num quarto escuro, com pouca passagem da luz, envoltos em pensamentos repetitivos e auto-destrutivos; ou mesmo quando carregamos uma culpa silenciosa por atos cotidianos que praticamos cegamente e cujas consequências mais tarde nos mostram o desatino "aceitável" que nos aplicávamos e implicávamos em outrem. Dores profundas, cavernosas, cheias de veias pulsantes e prestes a estourar ao menor sinal de desconforto no encontro. É! É a tal violência que nos aplicamos. Como tenho visto pessoas fazerem isso consigo mesmas. Eu já sei o que faço comigo, mas não chego ao fundo de me trancar em claustros voluntários, vitimando-me e me confirmando nada conseguir fazer para mudar a situação. Ah, isso é o que eu chamo de autoflagelação pós-moderna. Nem mesmo uma depressão maior pode levar uma pessoa a tal escolha consciente. Só mesmo uma mente muito perturbada, um ego mal trabalhado e frágil (porém, não psicótico) ou uma compra autêntica de papel de vítima podem causar algo tão cênico.
Se quiserem se matar aos poucos, fumem bastante, bebam muito, usem drogas em doses homeopáticas e transem muito sem camisinha. Mas pelo menos assim vão viver enquanto estão morrendo. Agora do outro jeito, supracitado, ah não, é muito desprezo pela beleza da vida, mesmo em seu auge de dor de desamor... é matar a poesia do sofrimento.
Pessoas, batam logo em seus filhos, mas não lhes deem beijos logo depois, pois assim vocês vão, daí um tempo, se autoflagelarem no esquecimento de suas ações desatinadas e desmesuradas, praticadas com toques de disfarce de amor após a fúria da raiva. Ou então, se joguem logo de uma ponte e não gastem o vocabulário do atendente do CVV, coitado! Pelo menos ele pode ser feliz!
Agora, se querem ajuda de fato, aceitem-na e se proponham abrir os olhos e ver a realidade chamada impermanência, mudança. Nada fica como agora está, tudo muda! Saiam, portanto, das fracas cenas de autodesprezo e pseudo fraquezas, sejam autênticos. Peçam ajuda! Pois o bom doente é aquele que sabe que está morrendo e nem que seja num quase último momento, pede misericórdia.
Ah, e depois não venham com esse papinho de que não estão bem para estarem com outros. Ninguém é uma ilha, precisamos do outro constantemente. Se querem negar a presença do outro, que seja desse OUTRO VOCÊ, que lhes imprime ao rosto mascáras de papel de seda para aceitarmos não ajudá-los com receio de desmanchar o feitio.
Por esses dias tem me vindo essa palavra, essa cena e as diferentes alterações de realidades que ela causa. Geralmente pensamos e nos pasmamos com as consequências da violência externa, aquela que nos atinge, que nos pega desprevenidos. Mas e aquela que nós mesmos praticamos? Ressalto a violência que nos auto infligimos: quando nos trancamos num quarto escuro, com pouca passagem da luz, envoltos em pensamentos repetitivos e auto-destrutivos; ou mesmo quando carregamos uma culpa silenciosa por atos cotidianos que praticamos cegamente e cujas consequências mais tarde nos mostram o desatino "aceitável" que nos aplicávamos e implicávamos em outrem. Dores profundas, cavernosas, cheias de veias pulsantes e prestes a estourar ao menor sinal de desconforto no encontro. É! É a tal violência que nos aplicamos. Como tenho visto pessoas fazerem isso consigo mesmas. Eu já sei o que faço comigo, mas não chego ao fundo de me trancar em claustros voluntários, vitimando-me e me confirmando nada conseguir fazer para mudar a situação. Ah, isso é o que eu chamo de autoflagelação pós-moderna. Nem mesmo uma depressão maior pode levar uma pessoa a tal escolha consciente. Só mesmo uma mente muito perturbada, um ego mal trabalhado e frágil (porém, não psicótico) ou uma compra autêntica de papel de vítima podem causar algo tão cênico.
Se quiserem se matar aos poucos, fumem bastante, bebam muito, usem drogas em doses homeopáticas e transem muito sem camisinha. Mas pelo menos assim vão viver enquanto estão morrendo. Agora do outro jeito, supracitado, ah não, é muito desprezo pela beleza da vida, mesmo em seu auge de dor de desamor... é matar a poesia do sofrimento.
Pessoas, batam logo em seus filhos, mas não lhes deem beijos logo depois, pois assim vocês vão, daí um tempo, se autoflagelarem no esquecimento de suas ações desatinadas e desmesuradas, praticadas com toques de disfarce de amor após a fúria da raiva. Ou então, se joguem logo de uma ponte e não gastem o vocabulário do atendente do CVV, coitado! Pelo menos ele pode ser feliz!
Agora, se querem ajuda de fato, aceitem-na e se proponham abrir os olhos e ver a realidade chamada impermanência, mudança. Nada fica como agora está, tudo muda! Saiam, portanto, das fracas cenas de autodesprezo e pseudo fraquezas, sejam autênticos. Peçam ajuda! Pois o bom doente é aquele que sabe que está morrendo e nem que seja num quase último momento, pede misericórdia.
Ah, e depois não venham com esse papinho de que não estão bem para estarem com outros. Ninguém é uma ilha, precisamos do outro constantemente. Se querem negar a presença do outro, que seja desse OUTRO VOCÊ, que lhes imprime ao rosto mascáras de papel de seda para aceitarmos não ajudá-los com receio de desmanchar o feitio.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Ironias de vida
Acho que todos nós sabemos por que os suicidas realizam seu tão desejado ato.
Quem de nós nunca pensou em "dar cabo" de sua prória vida levanta a mão?
hummmmmmmm, no horizonte de cá não vi nenhuma mão estendida, hahahaha.
É, pois vejam. Nunca falem mal dos "pobres coitados fracos" - não é assim que comentam? - pois você já pode ter tido os mesmos desejos que estes seres e não ter tido a mesma coragem para tal.
Dizem que do lado de lá, a coisa é bem pior para os que forçam " a passagem" do que para os que se lamentam de estarem desse lado de cá penando cotidianamente. Bem, eu confesso que já pensei em me matar algumas vezes, e quando a ira toma conta de mim, e de quem não toma?, esse pensamentozinho macabro sutilmente pisca. Aha, mas eu não o ouço, e é justamente nessa hora que penso em tudo que amo e em todo amor que recebo.
Um dos grandes testes para um terapeuta aparece quando o paciente é um potencial suicida, ou um suicida que nem sabe que já é.
Penso nessas horas: como posso eu querer reverter a mente de um ser decidido a se matar se eu mesma já pensei em fazê-lo? Pode parecer contraditório, mas é por isso que amo Heráclito. Não devemos nunca nos esquecer que a vida é a eterna luta ou convivência dos contrários. Portanto, ter sido um dia um "projeto" de suicida não me anula de ser também um dia uma manifestante contrária a essa postura.
A verdade é que ninguém está imune a este tipo de pensamentos e que portanto não devemos julgar os que chegam ao ato da questão. Somos todos iguais nas profundezas de nossos infernos pessoais: sofremos, choramos, desejamos morrer, matar, destruir, e evidenciar o fulgor do oposto a tudo isso.
No grande teste do livre-arbítrio, desde que aqui chegamos e estamos para habitar esse planeta, passamos todos os dias pela gangorra das emoções e das escolhas. E somos nós quem escolhemos; isso mesmo, nós! Não é Deus não, ele nos deu a liberdade de escolher e de sermos responsáveis por tais escolhas.
Se você quer se matar, eu vou te mostrar as desvantagens de sua escolha; se eu quero me matar, algo em mim me mostra e me impede de aceitar consequências tão catastróficas para o Todo que me cerca. Mas enfim... a escolha é sempre nossa, nada nem ninguém nos impede.
O Homem é o único animal que se mata, e em alguns momentos se mata pela honra. Será que se matar pela honra é diferente? Que me digam os samurais. Mas essa é uma outra história.
Eu só sei que depois de um dia tão encardido e fudido, sabe que nem pensei em me matar, hahahaha, (virando a boca pra lá); apenas pensei no papel de algumas pessoas em tentar me mostrar o outro lado dos acontecimentos que vivi. Estas foram terapeutas.
Hahahahhahaha, ainda bem que sou humana!
Quem de nós nunca pensou em "dar cabo" de sua prória vida levanta a mão?
hummmmmmmm, no horizonte de cá não vi nenhuma mão estendida, hahahaha.
É, pois vejam. Nunca falem mal dos "pobres coitados fracos" - não é assim que comentam? - pois você já pode ter tido os mesmos desejos que estes seres e não ter tido a mesma coragem para tal.
Dizem que do lado de lá, a coisa é bem pior para os que forçam " a passagem" do que para os que se lamentam de estarem desse lado de cá penando cotidianamente. Bem, eu confesso que já pensei em me matar algumas vezes, e quando a ira toma conta de mim, e de quem não toma?, esse pensamentozinho macabro sutilmente pisca. Aha, mas eu não o ouço, e é justamente nessa hora que penso em tudo que amo e em todo amor que recebo.
Um dos grandes testes para um terapeuta aparece quando o paciente é um potencial suicida, ou um suicida que nem sabe que já é.
Penso nessas horas: como posso eu querer reverter a mente de um ser decidido a se matar se eu mesma já pensei em fazê-lo? Pode parecer contraditório, mas é por isso que amo Heráclito. Não devemos nunca nos esquecer que a vida é a eterna luta ou convivência dos contrários. Portanto, ter sido um dia um "projeto" de suicida não me anula de ser também um dia uma manifestante contrária a essa postura.
A verdade é que ninguém está imune a este tipo de pensamentos e que portanto não devemos julgar os que chegam ao ato da questão. Somos todos iguais nas profundezas de nossos infernos pessoais: sofremos, choramos, desejamos morrer, matar, destruir, e evidenciar o fulgor do oposto a tudo isso.
No grande teste do livre-arbítrio, desde que aqui chegamos e estamos para habitar esse planeta, passamos todos os dias pela gangorra das emoções e das escolhas. E somos nós quem escolhemos; isso mesmo, nós! Não é Deus não, ele nos deu a liberdade de escolher e de sermos responsáveis por tais escolhas.
Se você quer se matar, eu vou te mostrar as desvantagens de sua escolha; se eu quero me matar, algo em mim me mostra e me impede de aceitar consequências tão catastróficas para o Todo que me cerca. Mas enfim... a escolha é sempre nossa, nada nem ninguém nos impede.
O Homem é o único animal que se mata, e em alguns momentos se mata pela honra. Será que se matar pela honra é diferente? Que me digam os samurais. Mas essa é uma outra história.
Eu só sei que depois de um dia tão encardido e fudido, sabe que nem pensei em me matar, hahahaha, (virando a boca pra lá); apenas pensei no papel de algumas pessoas em tentar me mostrar o outro lado dos acontecimentos que vivi. Estas foram terapeutas.
Hahahahhahaha, ainda bem que sou humana!
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Um escrito
Há um espaço assim... dentro de mim. Parece um ardor de chama ininterrupta que arde desde que sou jovem.
Nem mesmo os corações pelos quais pulsei, e pelos quais fui correspondida, eu hoje consigo sentir como uma realidade real, de dar vontade de reviver.
Algo se instalou já faz tempo, e me perturba, principalmente nos últimos anos. Será dor de adulto que não cicatriza feridas por já ter sofrido demais? Não encontro respostas. Mas sei que não quero este algo a me perturbar mais.
Tenho tido muitos insights ultimamente, e quão perfeitos e harmônicos racionais-emocionais são. Eles têm sido um alívio e prenúncio de uma ação para a mudança. Mas de repente sinto aquela sensação fantasma querendo me percorrer novamente, mas luto, e luto.
Não é mais para preencher, e sim sair dessa busca incessante que me consome e só agora percebo quão grande e importante eu a tornei.
Preciso mudar imediatamente de pensamentos, de atitudes; resgatar minha leveza de criança ...
hum, fui interrompida....
Nem mesmo os corações pelos quais pulsei, e pelos quais fui correspondida, eu hoje consigo sentir como uma realidade real, de dar vontade de reviver.
Algo se instalou já faz tempo, e me perturba, principalmente nos últimos anos. Será dor de adulto que não cicatriza feridas por já ter sofrido demais? Não encontro respostas. Mas sei que não quero este algo a me perturbar mais.
Tenho tido muitos insights ultimamente, e quão perfeitos e harmônicos racionais-emocionais são. Eles têm sido um alívio e prenúncio de uma ação para a mudança. Mas de repente sinto aquela sensação fantasma querendo me percorrer novamente, mas luto, e luto.
Não é mais para preencher, e sim sair dessa busca incessante que me consome e só agora percebo quão grande e importante eu a tornei.
Preciso mudar imediatamente de pensamentos, de atitudes; resgatar minha leveza de criança ...
hum, fui interrompida....
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
PENSAMENTOS/SENTIMENTOS EM CÍRCULO
Não é por não te querer
Mas sim por não saber se me queres...
Eu fico:
quieta
inquieta
cheia de esperanças
confusa
buscando forças
me revitalizando
querendo alguém
desistindo logo em seguida
me paralizando,
divagando
suspirando baixinho
lembrando do que foi
torcendo para ser
orando
enviando energias
tocando-te etericamente...
e aí então percebo:
minha força
meu centro
meu amor
minhas dúvidas
o padrão
o encontro
a providência.
Se eu te tenho, deixe-me assumir o que foi "conquistado".
Se não tenho, você mentiu
E em mentindo, me afasto de você.
Ainda estou aqui
Não sei dizer até quando...
Só não quero constatar que este tenha sido um amor inventado.
Quero que o vento que o trouxe, e o levou, traga-o de volta. Para aí então, só o vento ir, e você ficar.
Mas sim por não saber se me queres...
Eu fico:
quieta
inquieta
cheia de esperanças
confusa
buscando forças
me revitalizando
querendo alguém
desistindo logo em seguida
me paralizando,
divagando
suspirando baixinho
lembrando do que foi
torcendo para ser
orando
enviando energias
tocando-te etericamente...
e aí então percebo:
minha força
meu centro
meu amor
minhas dúvidas
o padrão
o encontro
a providência.
Se eu te tenho, deixe-me assumir o que foi "conquistado".
Se não tenho, você mentiu
E em mentindo, me afasto de você.
Ainda estou aqui
Não sei dizer até quando...
Só não quero constatar que este tenha sido um amor inventado.
Quero que o vento que o trouxe, e o levou, traga-o de volta. Para aí então, só o vento ir, e você ficar.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
KARMA

Até quando vou ficar nesse mundo de queimação de karmas?
Fiz muito mal, eu sei.
Mas nessa só pratico o bem, e a minha maior penitência é a incompreensão.
Ainda escolhi vir nessa encarnação como pisciana com ascendente em câncer, aff!
É muita água, muita sensibilidade, muita dor, muita espera, muita profundidade, é muito MUITO. Oxalá eu fosse menos intensa!
E agora sei desse novo karma, e sinto que não acabou, que a roda lhe trará.
O duro é esperar. É!!! Vai ver é pra eu aprender!
Puxa, eu podia ter complicado menos minhas vidas anteriores né, mas não, fui querer brincar de poderosa e acabei me lascando. Agora é a nova roupagem em tom de Flávia quem paga o pato! Hahahaha! Vamos rir pra não pensarmos besteira.
O fato é que agora você está aí e eu aqui; enquanto "nós" não estamos em lugar nenhum, apenas vagando na imensidão das possibilidades.
Vou espiar pela janela para tentar vislumbrar qual a próxima peça dessa sansara pessoal.
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